Oshe Bara, é o Odu #233 da Ordem Sacerdotal de Ifá, fala de transformação, precaução e revelação. É um signo que nos incita a olhar profundamente para nossas ações e pensamentos, marcando um caminho de reflexão e mudança significativa em nossas vidas.
Análise e Interpretação do Odu Oshe Obara
Este Odu revela como o excesso e a imprudência podem levar à perda das faculdades mentais e alterações da personalidade, sublinhando a importância de viver uma vida equilibrada. A língua é apontada como o flagelo da humanidade, lembrando-nos que nossas palavras têm o poder de criar e destruir. Oshe Bara nos ensina que a massa cinzenta pode ser danificada pelo abuso de nossas capacidades, o que nos leva a valorizar e cuidar de nosso intelecto e bem-estar emocional.
Aspectos Econômicos
De uma perspectiva econômica, Oshe Bara adverte sobre os perigos de divulgar nossos planos e projetos, pois fazê-lo pode atrair a inveja e a sabotagem de outros. A recomendação de guardar silêncio sobre nossas intenções e bens reflete uma estratégia para proteger nossas riquezas e assegurar o sucesso de nossos empreendimentos. Além disso, o Odu sugere que as mudanças na vida, incluindo as mudanças de carreira ou de posição social, devem ser gerenciadas com cuidado para não perder o que conquistamos.
Saúde
No âmbito da saúde, Oshe Bara destaca problemas relacionados com o ventre, a vesícula biliar, o fígado, o coração e a circulação sanguínea, implicando a necessidade de prestar atenção à nossa dieta e evitar excessos que possam comprometer nossa saúde. A menção específica de evitar o trabalho noturno e dormir com luz sugere a importância de descansar adequadamente para manter um equilíbrio físico e mental.
Aspectos Religiosos
Religiosamente, Oshe Bara enfatiza a importância de cumprir com nossos compromissos espirituais, especialmente aqueles relacionados com os orixás como Oxum, a quem devem ser oferecidos sacrifícios para apaziguar sua ira por nossa conduta. O Odu também menciona a necessidade de ter amuletos e realizar Ebós para limpar nosso caminho e nos proteger das energias negativas. A relação com Exu é crucial, já que este orixá pode tanto proteger quanto expor a pessoa a desafios, dependendo de sua conduta e cumprimento de promessas.
Relações Pessoais (Amor)
No terreno do amor e das relações pessoais, Oshe Bara adverte sobre os perigos da infidelidade e as consequências de nossas ações e palavras. A abóbora (Eleguede) e o sino, que simbolizam a expansão e a comunicação, respectivamente, nos lembram a importância de cultivar relações honestas e abertas, onde a verdade e a fidelidade são fundamentais. Os pais são instados a assegurar o sucesso futuro de seus filhos, o que implica uma responsabilidade pela orientação e apoio emocional contínuos.
Descrição geral do signo de Ifá Oshe Bara
Oshe Bara é um Odu de advertência, mas também de esperança, que nos guia para a reflexão e a mudança positiva. Ensina-nos que o cuidado com a nossa palavra, a preservação da nossa saúde mental e física, e o respeito pelos compromissos espirituais e pessoais, são chaves para uma vida plena e em harmonia com o universo.
Nomes ou Pseudônimos:
- Oshe Bara.
- Oshe Bara.
- 5-6.
O que nasce em Oshe Bara?
- A perda da memória por abuso desmedido de suas faculdades.
- O transtorno de personalidade.
- Para coroar Santo, é preciso levar o neófito ao rio para banhá-lo.
- O ato de pendurar um cacho de bananas na porta de Igbodun de Oxalá.
- A carga do ashéré de Xangô.
- A língua é o flagelo da humanidade.
- Quem muito fala, muito erra.
De que fala o signo de Ifá Oshe Bara?
- A massa cinzenta se foi do cérebro.
- Oshe Bara fala de sonhos estranhos pela influência de Eguns eremitas.
- É preciso ter amuletos.
- O filho herda algo do pai falecido.
- Oxum está chateada com a conduta da pessoa.
- Ifá propõe uma mudança total de vida.
- A mão é operada.
- Não se pode esquecer o cumprimento dos compromissos.
- Fala-se do cofre com moedas.
- Culpam a mulher de adúltera.
- Diz-se que o Odu é viajante para crianças.
- Há guerra com Mayombero.
O Odu Oshe Bara 5-6 assinala:
- As mulheres de olhos azuis são Osobbo.
- A mulher tem partos múltiplos.
- Os filhos se afastam dos pais.
- Assusta-se depois que pede, pois consegue.
- As ervas são: Raspa Língua, Languelo.
- Fala a abóbora (Eleguede).
- Fala o sino.
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Provérbios de Oshe Bara:
- Olhe para o seu, depois para o alheio.
- O filho não é a felicidade dos pais, é com o abrolho do monte.
- Martelo e faca e Flecha aguda, é o homem que fala falso testemunho contra seu próximo.
- A língua é o flagelo do corpo.
- Quem muito fala, muito erra.
- Dos dois orifícios do corpo por onde sai o mal, o mais perigoso é a boca.
- Afasta de ti a iniquidade da boca e afasta de ti a iniquidade dos lábios.
“Afasta de ti a iniquidade da boca e afasta de ti a iniquidade dos lábios” nos ensina sobre a importância da integridade em nossas palavras. Este provérbio sublinha que o que dizemos pode construir ou destruir, convidando-nos a refletir antes de falar e a escolher palavras que reflitam bondade e verdade, pois na expressão reside o poder de moldar nossa realidade e a dos outros.
Código ético de Ifá Odu Oshe Bara
- O Awó não estuda nem trabalha à noite.
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Significado do Odu de Ifá Oshe Bara:
O Odu de Ifá Oshe Bara oferece uma profunda reflexão sobre a vida, destacando a importância da previsão e do autocontrole na busca por um futuro promissor. Este signo adverte sobre os desafios cotidianos e a necessidade imperativa de introspecção e reavaliação de nossas ações para evitar consequências adversas.
Oshe Bara se distingue por assinalar o perigo do abuso de nossas capacidades mentais, enfatizando que o excesso em qualquer faceta de nossa vida pode resultar em dano permanente, como a perda de memória, afetando diretamente nosso bem-estar mental e físico.
Este Odu sublinha o poder da palavra, considerando a língua tanto um instrumento de criação quanto de destruição. A moderação ao falar é vital, já que nossas palavras podem gerar tanto efeitos positivos quanto negativos em nós e naqueles que nos rodeiam.
A prática espiritual e de adivinhação desempenha um papel crucial para aqueles sob a influência de Oshe Bara, indicando que a conexão com o divino através de Ifá ou a mediação com Eguns e Oxalá é essencial para a guia e o equilíbrio espiritual.
O simbolismo da abóbora neste Odu ilustra a natureza expansiva da vida e das relações. Assim como os ramos da abóbora se estendem e se afastam, sugere que os vínculos familiares e pessoais podem experimentar distanciamentos, o que chama à reflexão sobre a importância de manter conexões fortes e significativas.
A recepção de Osanyin, divindade associada à medicina e à cura, ressalta a relevância da saúde e do conhecimento herbal na vida dos seguidores deste signo, sugerindo uma harmonia entre o físico e o espiritual.
A metáfora do sino dentro de Oshe Bara nos lembra a necessidade de que nossas palavras sejam medidas e positivas, pois o som que emitimos através de nossa fala tem o poder de ressoar e afetar o ambiente que nos rodeia.
Recomendações
- Realizar Ebó: É essencial cumprir com os sacrifícios indicados, como oferecer duas galinhas no rio a Oxum e Orunmilá, para superar adversidades e vencer os inimigos.
- Revisar e Ajustar o Comportamento: A necessidade de reconsiderar ações passadas e modificar condutas para evitar problemas futuros.
- Manter a Fé e a Devoção: Visitar a igreja, rezar e oferecer símbolos como o algodão e a salamandra, reforça a conexão espiritual e assegura que as preces sejam ouvidas.
- Cuidado da Saúde: Prestar especial atenção aos problemas de ventre, vesícula biliar, fígado, coração e circulação sanguínea.
- Buscar Aconselhamento Espiritual: A importância de que outro Awó realize um Ebó pode ser crucial para a proteção e o bem-estar do indivíduo.
- Compromisso com os Orixás: Oferecer sacrifícios específicos a Oxum e revisar a dedicação aos santos e à profissão escolhida.
- Proteção contra a Negatividade: Utilizar amuletos (prendas) e realizar limpezas espirituais regularmente.
- Conservar a Verdade e a Honestidade: É vital evitar falar mais do que a conta ou fazer promessas que não podem ser cumpridas para manter a integridade.
Proibições
- Evitar a Divulgação de Projetos Pessoais: Não falar de assuntos íntimos ou planos futuros para prevenir interferências negativas.
- Refrão de Atividades Noturnas: Não trabalhar à noite nem dormir com luzes acesas, para evitar atrair energias negativas ou perturbações espirituais.
- Moderação no Consumo de Álcool: Os excessos podem levar a problemas de saúde e conflitos interpessoais.
- Cuidado com as Palavras e Promessas: A língua pode ser uma fonte de problemas se usada sem cuidado.
- Limitações na Profissão: Reconsiderar a antiga profissão e as mudanças de ocupação, especialmente depois das 18h, para evitar perdas econômicas e espirituais.
Focando na Família e na Comunidade
- Assegurar o Futuro dos Filhos: Tomar ações para garantir o sucesso e o bem-estar das próximas gerações.
- Manter a Lealdade e a Fé: A traição ou o abandono da fé e das práticas religiosas podem ter graves consequências espirituais.
Conselhos de Oshe Bara na Santeria:
- Oxum está brava pela conduta da pessoa e é preciso dar-lhe dois adié.
- Sempre é preciso fazer algo na porta da casa porque o morto está atravessado (dar-lhe unyén e limpeza).
- A pessoa se desencanta com os resultados que espera, mas isso se deve a que promete e não cumpre. Eleguá o coloca em apuros e ele é roubado, busca problemas com os Santos e com seus semelhantes.
- Cuidado com a injúria, sua língua ou a língua é o pior, pois Oshe Bara fala da língua e da calúnia.
- É um Odu “Oshe Bara” viajante para crianças, podem morrer.
- Deve ter cuidado com o que pede, sua boca é muito perigosa, fala demais.
- O signo de Ifá Oshe Bara adverte os adultos de próximas viagens e a tomar as precauções adequadas com as mesmas.
- Há muitos problemas nas atividades do aleyo. Ele ou ela precisam parar e reconsiderar suas atividades.
- Aqui nasceu que, para coroar o Santo, é preciso levar o neófito ao rio para banhá-lo. Terá que estar presente a folha de taioba e é preciso pendurar um cacho de bananas na porta do Igbodún de Oxalá.
- Por este Odu, a pessoa tem dinheiro guardado.
Diz Ifá odu Oshe Bara
Este signo de Ifá adverte sobre a importância da cautela em nossas palavras e ações, ressaltando como a imprudência, especialmente ao falar, pode acarretar consequências negativas. É crucial focar em nossos próprios assuntos antes de nos intrometermos nos alheios, mantendo a atenção no que verdadeiramente importa para evitar a dispersão que impede resolver nossas situações. Somos lembrados de que a sorte nos acompanha de perto, sugerindo que as oportunidades estão ao alcance se conseguirmos manter a concentração e o compromisso com nossos objetivos.
Enfatiza-se a importância de evitar trabalhar à noite ou dormir com a luz acesa, práticas que podem perturbar nosso equilíbrio e paz interior. A harmonia familiar é fundamental; aconselha-se não entrar em conflitos com o cônjuge e saldar as dívidas pendentes com Xangô, assegurando assim a estabilidade e o respeito mútuo na relação.
Para as mulheres, sublinha-se a importância de cuidar de sua vestimenta como uma extensão de seu ser, evitando emprestá-la ou doá-la, o que simboliza manter a integridade e a autoestima. No lar, se há uma criança doente, deve-se realizar uma rogativa para sua pronta recuperação, demonstrando a preocupação com o bem-estar dos mais vulneráveis.
A influência dos ancestrais e dos orixás é palpável; os mortos perseguem o indivíduo, lembrando-nos da necessidade de atender aos Santos e honrar nossos antepassados para encontrar guia e proteção. A advertência de não se molhar com a chuva nem se assustar diante de explosões pode ser interpretada como a necessidade de manter a calma e a serenidade diante das turbulências da vida.
O cuidado das relíquias sagradas é imperativo, já que descuidá-las poderia significar nossa perdição. Isso nos ensina a valorizar e resguardar o sagrado, entendendo que nossa conexão com o divino é fonte de força e direção.
Este signo também pressagia a chegada de uma herança, simbolizando que as recompensas e benefícios podem vir de fontes inesperadas. No entanto, para receber e aproveitar essas bênçãos, é necessário estar presente e comprometido com nossa realidade atual.
Oshe Bara (5-6) em Ire:
Apresenta-se uma oportunidade de fortuna econômica que requer ser aproveitada com responsabilidade. Para atrair a prosperidade, recomenda-se colocar farinha de milho (amalá) misturada com erva malva na entrada da casa. Na prática da Santeria, aconselha-se não divulgar assuntos pessoais ou planos futuros para evitar obstáculos. Este signo de Ifá anuncia uma mudança significativa na vida, que poderia incluir uma mudança de profissão, impulsionando a pessoa a retomar papéis prévios.
É importante evitar trabalhar à noite e procurar descansar na escuridão para manter o equilíbrio espiritual. Menciona-se que Exu reage ao sangue das pombas, o que sugere precaução com os sacrifícios. Este signo também destaca a importância de proteger o futuro das crianças, preparando-as para os desafios vindouros. Insta-se a uma introspecção e revisão de condutas para corrigir o rumo.
Oshe Obara durante Osobo:
Ifá nos ensina como, mediante um ebó, conseguiu-se evitar um desastre assinalado por Ikú em uma bananeira. Oxalá, sentindo-se ofendido por ações do indivíduo, pronuncia uma maldição, ressaltando a importância de manter um comportamento respeitoso para com o sagrado. Recalca-se que o Awó deste signo possui uma proteção especial que impede sua morte enquanto suas práticas e crenças se mantenham ativas.
Não se recomenda trabalhar depois das 18:00 horas para evitar a perda de bem-estar material. O abandono das práticas religiosas e profissionais conduz a um estado de desordem e confusão na vida cotidiana. Os espíritos errantes que deambulam pela noite geram inquietude e perturbação, por isso sugere-se evitar atrair sua atenção com luz.
Reza do Odu Oshe Bara:
Oshe Bara Baralanube Egun Omaye Orun Obaniayeawo Oshe Omo Oshe Bawami Ifa Ori Layeo Oba Made Iku Egun O Bebeye Awo Orun Iku Kofilere Ashe Ona Eshu Atokun Orun Koniwede Enishe Mayele Iku Ori Wabaye Ofo Omoleri Omonifa Mana Lori Omo Koniku Omoloyu Kaferefun Orunmila, Lodafun Shango.
Ebó (Obras) de Oshe Obara:
Ebó para amarrar as línguas dos inimigos
O Ebó para amarrar as línguas dos inimigos é um ritual potente projetado para proteger o praticante da negatividade, das fofocas e das más intenções de outros. Este processo detalhado não busca apenas a proteção, mas também a paz, evitando que as palavras daninhas afetem o indivíduo. Aqui se apresenta uma versão clarificada e ordenada do procedimento:
Preparação do Ebó
- Oferenda a Exu: Começa com a oferenda de um galo cantão a Exu nas quatro esquinas. Esta ação simboliza o pedido de proteção e a abertura de caminhos livres de obstáculos linguísticos.
- Galo:
- Após a oferenda, leve o galo para casa. Retire a língua e deixe-a secar.
- O corpo do galo deve ser limpo, aberto, assado e oferecido a Exu junto com abundante milho torrado. No dia seguinte, leve os restos para uma manigua (bosque ou mato), marcando o retorno da oferenda à natureza e o fechamento do ciclo.
- Preparação da Língua Seca:
- Uma vez que a língua esteja completamente seca, pegue quatro fios brancos, quatro fios vermelhos e três fios pretos.
- Torça firmemente os fios, encere-os e utilize esta combinação para amarrar a língua seca em um papel que contenha os nomes dos inimigos.
- Criação do Amuleto:
- Coloque a língua amarrada e o papel dentro de uma bolsinha feita de couro de bode (previamente oferecido a Exu) ou de tecido da cor especificada por Ifá.
- O indivíduo deve carregar consigo este amuleto quando sair de casa, especialmente para lugares distantes, como medida de proteção.
- Quando estiver em casa, o amuleto deve ser pendurado atrás da porta, servindo como guardião contra as más línguas.
- Manutenção do Amuleto:
- Às terças-feiras, deve-se soprar aguardente sobre o amuleto, adicionando três pimentas-da-guiné. Este ato reforça o ebó, revitalizando seu poder e assegurando a continuidade da proteção.
Esta obra não busca apenas “amarrar” as línguas daqueles que desejam mal ao praticante, mas também atua como um lembrete da presença e do apoio dos orixás na superação de adversidades. Ao realizar este ebó, o praticante se compromete a viver uma vida alinhada com os princípios iorubás, respeitando o poder da palavra e buscando a harmonia em suas relações.
Para ganhar o Favor de EXU:
Para ganhar a favorabilidade de Exu, divindade iorubá conhecida por sua capacidade de abrir e fechar caminhos, assim como por ser mediador entre os orixás e os humanos, realiza-se um ritual específico que implica oferecer-lhe uma cesta cheia de elementos simbólicos. Este ato de devoção busca não apenas apaziguar Exu, mas também solicitar sua ajuda na resolução de problemas. A seguir, detalha-se o processo:
- Preparação da Cesta: Começa com a confecção de uma cesta utilizando ariques de folhas de palmeira, que são as folhas da palmeira real. Esta cesta simboliza o receptáculo das oferendas e a intenção de conectar com Exu.
- Oferendas a Exu:
- Cabeça de Rato: Coloque dentro da cesta uma cabeça de rato. Este elemento é uma oferenda que simboliza a astúcia e a sobrevivência, qualidades apreciadas por Exu.
- Soprado de Aguardente: Por fora da cesta, sopre aguardente. A aguardente é usada em rituais iorubás para purificação e para chamar a atenção dos orixás.
- Adição de Alimentos: Adicione jutia e peixe defumados, ambos os ingredientes são altamente valorizados nas oferendas por seu significado de sacrifício e sustento. Inclua também milho torrado, bananas verdes assadas e bolinhos, que são alimentos básicos e representam a provisão e o cuidado.
- Colocação da Oferenda a Exu: Uma vez que a cesta está preparada com todos os elementos, ela é apresentada a Exu. Esta ação é realizada com o propósito de solicitar sua intercessão e ajuda na vida do praticante, especialmente para a solução de problemas.
Obra para obter poder de Oshe Obara 5-6:
A obra para obter poder no contexto de Oshe Obara (5-6) é um ritual complexo que requer precisão e dedicação. Através deste processo, busca-se invocar a proteção e o poder de Xangô, orixá do raio, do fogo e do tambor, para fortalecer o indivíduo. Aqui se detalham os passos para realizar este ritual:
Preparação do Ebó
- Tinajita com Seis Buracos na Tampa: Prepare uma pequena tinaja (tinajita) que tenha seis buracos em sua tampa, simbolizando os seis pontos cardeais segundo a tradição iorubá (incluindo o céu e a terra), além do número associado a Oshe Obara.
- Ebó Personalizado:
- Utilize roupas do interessado e terra de seus sapatos para conectar o ebó diretamente com a vida e o caminho do praticante.
- Coloque Xangô à frente do tabuleiro de Ifá, reconhecendo sua presença e autoridade no ritual.
- Iluminação e Oferendas:
- Acenda seis velas para iluminar o caminho e atrair a atenção de Xangô.
- Ofereça seis codornizes a Xangô, um sacrifício que simboliza a devoção e o pedido de poder. As cabeças das codornizes são colocadas dentro da tinajita, enquanto uma pena da asa direita de cada uma é aderida à tampa, selando-a posteriormente.
- Posicionamento e Finalização:
- Posicione a tinajita selada ao lado de Xangô, esperando seu sinal para movê-la ao pé de uma palmeira real, estabelecendo uma conexão com a natureza e o orixá.
- Após o sacrifício, acenda seis mechas de óleo em honra a Xangô e apague-as com Omiero (água sagrada) de ervas de Oxalá à noite, em um gesto de purificação e bênção.
- Disposição Final:
- O ebó final, junto com a tinajita e as oferendas, é colocado no telhado da casa do interessado, simbolizando a proteção e o poder sobre o lar.
- Levar o ebó ao seu destino final, que pode variar segundo a guia recebida durante o ritual, completa o processo.
Significado desta Obra
Este ritual é uma profunda petição para obter proteção, força e poder através da intercessão de Xangô. A combinação de elementos pessoais, oferendas específicas e a sequência de ações é projetada para alinhar o indivíduo com as energias poderosas de Xangô e assegurar seu favor. Ao realizar esta obra, reconhece-se a soberania de Xangô em assuntos de poder e justiça, e busca-se sua guia e proteção na superação de obstáculos e na consecução de objetivos pessoais.
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Patakis (Histórias) do signo Oshe Bara 5-6:
A pedrinha
Oshé Bara estava mergulhado na pobreza quando decidiu ir à beira do rio para conversar com Oxum. A divindade entregou-lhe uma pequena pedra dizendo: “Conforme a cuidares, assim prosperarás”. Oshé Bara levou a pedra para sua casa, colocando-a em um lugar onde sempre pudesse vê-la.
Sua fortuna começou a melhorar, e com cada ganho adquiria um adorno novo para seu lar, movendo a pedra de lugar a cada vez. Eventualmente, acumulou tantos adornos que não encontrou espaço para a pedra e, esquecendo o conselho inicial de Oxum, a descartou.
Depois disso, Oshé Bara começou a perder suas posses. Retornou à pobreza e, buscando ajuda, foi novamente diante de Oxum. Ao ver sua miséria, Oxum perguntou-lhe pela pedra. Oshé Bara explicou que, tendo acumulado muitos adornos valiosos e belos, chegou um ponto em que não teve onde colocar a pedra e a descartou. Oxum respondeu: “Como descartaste meu presente e esqueceste meu conselho, morrerás pobre e sozinho”.
Explicação: O pataki de Oshe Bara “A pedrinha” ensina a importância de valorizar o essencial sobre o material. Os conselhos e presentes dos deuses, ou daqueles que nos querem bem, devem ser guardados e não dados como garantidos, por mais insignificantes que pareçam. Oshé Bara prosperou enquanto respeitou e cuidou do presente de Oxum, mas quando permitiu que o materialismo nublasse seu julgamento, esquecendo a fonte de sua prosperidade, tudo o que ganhou foi perdido. A lição subjacente é lembrar sempre de nossas raízes e do que realmente nos traz valor na vida, além das posses materiais.
O compromisso descumprido pelo Rei com Oxum
Em um povoado, um Rei governava mediante enganos e armadilhas, o que lhe valeu constantes conflitos com seus súditos, deixando-o sem paz nem sossego. Buscando tranquilidade, ele foi ao rio para rogar por serenidade diante das lutas constantes. Oxum, ao ouvir suas súplicas, ofereceu-lhe dois objetos sagrados: uma pedra e uma relíquia formada por um redemoinho do rio, em troca de um compromisso específico do Rei.
Oxum assegurou-lhe que, enquanto mantivesse os objetos por perto e cumprisse sua promessa, poderia dominar seu povo sem oposição. O Rei, agradecido, jurou cumprir o acordo e guardou os presentes em um cofre em seu palácio. No entanto, com o tempo, ele esqueceu sua promessa a Oxum.
Ao notar o descumprimento do Rei, Oxum enviou Exu para revolucionar o povo e roubar o cofre, fazendo com que a ordem que o Rei havia alcançado se desvanecesse. Desesperado, o Rei voltou ao rio em busca de perdão, mas ninguém lhe respondeu.
Em seu caminho de volta, encontrou-se com Exu, que, após ouvir sua história, guiou-o até Orunmilá. Este revelou-lhe estar envolvido em graves conflitos, tanto com seu povo quanto com o sagrado. Orunmilá indicou-lhe que deveria fazer Oxá e realizar um Ebó com vários elementos, incluindo um cofre e uma pequena pedra, para restaurar a paz e a harmonia em sua vida e em seu reinado.
Explicação: Este pataki nos ensina sobre a importância da palavra dada e os perigos de esquecer nossos compromissos, especialmente aqueles acordados com entidades espirituais. O Rei, apesar de ter obtido benefícios mediante a intervenção de Oxum, perdeu tudo ao esquecer sua promessa. Ele nos lembra que a gratidão e o cumprimento de nossas promessas são essenciais para manter a harmonia e o sucesso em nossas vidas. A intervenção de Exu e Orunmilá sublinha a crença iorubá na justiça divina e na necessidade de emendar nossos erros através da devoção e dos rituais apropriados.
Oshe Bara Ifá Tradicional Nigeriano
ÒSÉ ÒBÀRÀ
Apá ò kÓsèWon a dòòyì kaA díá fún Olomo a jí je díedíeWón ní kó rúboOlomo a jí je díedíe n làá pÒrúnmìlàÓ bá rúboWón nípá èèyàn ò níí ká aNbii Babaláwo è é gbé je ìje wòmù nùuBó o bá ti lè je síBée lóó se sanÒrúnmìlà bá n se díèdíèBí ón bá feku bo IfáYóó je díè nbèBí ón bá feja bo ifáDíè ní ó je nbèÒrúnmìlà pé ká kíyèsí àwon tí n je Ije wòmùÓ ní e móo wo àbòÌgbèyìin won è é dáaÓ ní sùgbón eni tí n je díèdíèTí ò je èrù mó onIpáa won ò níí ká aNgbà ó jé pé òótó ní fí n rìnÓ ní Apá ò kÓsèWon a dòòyì kaA díá fún Olomo a jí je díedíeWón ní kó sá káalè kó jàreEbo ní ó seÒrúnmìlà gbébo nbèÓ rúboNjó eku kéré kèrè kéréDíedíeN lÒpèé jeé làDíedíeNjó eja kéré kèrè kéréDíedíeN lÒpèé jè é laDíedíeNjo eye kéré kèrè kéréDíedíeN lÒpèé jè é làDíedíeNjó eran kéré kèrè kéréDíedíeN lÒpéè jè é làDíedíe.
Ifá aconselha que esta pessoa não deve ser avarenta.Os braços estendidos não podem envolver um BaobáEles o rodearãoForam os que fizeram adivinhação para Olomo a jí je díedíeEle foi aconselhado a oferecer sacrifício
Olomo a jí je díedíe é o pseudônimo de ÒrúnmìlàEle fez o sacrifícioA força do homem não o sobrepujará, eles disseramEste é o verso de Ifá que manda os Babaláwos a não serem avarentosÉ tudo o que poderá comerÉ tudo o que poderá pagarÒrúnmìlà começou a pegar aos poucosQuando eles sacrificavam um rato a IfáEle comeria apenas uma pequena parte dissoSe eles sacrificavam peixe a IfáÉ apenas uma pequena porção que ele comeráÒrúnmìlà disse que devemos notificar aqueles que comem com cobiçaEle disse ‘Espere para ver o seu final’‘Seu fim terminal nunca terminará bem’‘Mas aqueles que comerem apenas um pouco’‘E se recusarem a pegar o que não lhes pertence’Ele disse que a pessoa nunca sofrerá nas mãos de seus inimigos’Pelo que é com sinceridade que ele faz as coisasEle disse ‘Os braços estendidos não podem envolver o BaobáEles o rodearãoForam os que fizeram adivinhação para Olomo a jí je díedíeEle foi aconselhado a cuidar da terraE oferecer sacrifícioÒrúnmìlà ouviu falar do sacrifícioNo dia em que houver escassez de ratosPoucoÉ o que Òpè comerá para fazer a riquezaPoucoNos dias de poucos peixesPoucoÉ o que Òpè comerá para fazer as riquezasPoucoNo dia de escassez de pássarosPoucoÉ o que Òpè comerá para fazer as riquezasPoucoNos dias de poucos animaisPoucoÉ o que Òpè comerá para fazer a riqueza.PoucoÉ nos dias de escassez de carnePouco.