Otura Di (Odi)

O Odu Otura Di é uma revelação profunda que traz consigo ensinamentos sobre a vontade, a traição, a superação e a importância da limpeza espiritual e física. Este signo ressalta a presença de Elegua, o guardião da vontade, e narra como os Ibeyis conseguiram vencer o diabo, sublinhando a vitória do bem sobre o mal e a astúcia sobre a adversidade.

Outros nomes de Otura Odi:

  • Otura Di.
  • Otura Diablo.

Nasce no odu Otura Di:

  • Elegbara, que é o dono da vontade.
  • Foi onde os Ibéyis venceram o Diabo.
  • O homem entrega os segredos por um corpo de mulher.
  • Põe-se Shangó e Abbitá para comerem juntos.
  • É onde a pessoa não pode olhar para outra com a vista.
  • Fala de um Eggún materializado que quer acabar com todos na casa.
  • Oshánla era a guardiã dos tambores Baata e o segredo do inhame.
  • Foi onde Shangó se tornou dono da música Baata, com a ajuda de Yemayá.
  • Proíbe-se comer picante nem salgado.
  • Escravizaram o couro.
  • Evita-se a guerra com Abbitá.
  • Foi onde Obbatalá disse que a lança mataria o Elefante.

Análise e Reflexão do signo de Ifá Otura Di

Otura Di nos ensina sobre o ciclo da vida, as relações de poder e o equilíbrio entre dar e receber. Nasce a dualidade de proteção e traição, onde a vontade pessoal enfrenta provas constantes. Elegua, como dono da vontade, simboliza a importância de tomar decisões conscientes para guiar nosso destino.

Aspectos Econômicos:

No terreno econômico, Otura Di adverte sobre os perigos de revelar segredos ou conhecimentos valiosos por desejos momentâneos ou prazeres fugazes, o que pode resultar na perda de bens materiais ou em oportunidades desperdiçadas. A necessidade de receber Oduduwa reflete a busca por estabilidade e freio diante de impulsos que poderiam desviar o caminho para a prosperidade. Este Odu recomenda cautela nas relações comerciais e pessoais, sugerindo que o sucesso econômico vem da prudência e do respeito pelo sagrado e pelo secreto.

Saúde:

Do ponto de vista da saúde, Otura Di fala da necessidade de cuidado pessoal, tanto na higiene quanto na alimentação, proibindo o consumo de alimentos picantes e salgados para evitar alterações no sangue. Este signo também adverte sobre doenças relacionadas aos rins, coração e sistema circulatório, instando à observância de práticas que promovam a saúde física e espiritual.

Aspectos Religiosos:

Religiosamente, Otura Di destaca a importância da devoção e do sacrifício. A relação com divindades como Elegua, Shangó, Yemajá, Oshanla e Abita mostra a complexidade do panteão iorubá e como cada Orisha contribui para a vida do crente. O ato de realizar ebós e sacrifícios sublinha a crença na interação direta e na influência do divino no mundo terreno.

Relações Pessoais:

Otura Di aprofunda-se na dinâmica familiar, expondo conflitos entre gerações, especificamente a tensão entre pais e filhos. Este Odu destaca a existência de uma «guerra» simbólica, marcada pela ingratidão dos filhos em relação aos sacrifícios realizados por seus pais. Sublinha a importância de reconhecer e valorizar os esforços daqueles que nos precederam, advertindo sobre as consequências espirituais e materiais da ingratidão. O ensinamento aqui é claro: cultivar o respeito, a gratidão e a compreensão dentro da família é essencial para o bem-estar coletivo e o crescimento espiritual.

No amor, este Odu sugere a reflexão sobre as relações baseadas na superficialidade ou no desejo momentâneo, advertindo sobre as consequências das decisões impulsivas. A narrativa de que «o homem entrega os segredos por um corpo de mulher» simboliza a perda que pode surgir ao colocar os desejos carnais acima dos valores espirituais e emocionais. Otura Di aconselha a buscar relações fundamentadas no respeito mútuo, na compreensão e na verdadeira conexão.

A mensagem principal de Otura Di é a necessidade de equilíbrio entre o material e o espiritual, o interno e o externo. Ensina-nos que a verdadeira vontade não reside na dominação dos outros, mas no controle de si mesmo e na harmonia com o universo. Além disso, reitera a importância de manter a pureza em nossas ações e pensamentos para navegar com sucesso pelas complexidades da vida.

Refrães de Otura Di:

  • Quando o gato não está em casa, o rato faz a festa.
  • Quem está de pé, todo mundo o rodeia. Quem está caído, ninguém o conhece.
  • Quando se pactua um segredo, joga-se a vida nele.
  • A ingratidão de um filho aos pais, Olodumare a sentencia.

«A ingratidão de um filho aos pais, Olodumare a sentencia» nos recorda a importância sagrada do respeito e da gratidão para com nossos progenitores. Segundo a sabedoria iorubá, desonrar ou ser ingrato com aqueles que nos deram a vida não é apenas um ato de injustiça moral, mas também invoca o julgamento divino de Olodumare, sublinhando assim que o agradecimento é um pilar essencial na harmonia cósmica e familiar.

Código Ético de Ifá do Signo Otura Odi

  •  Ifá não se liga nem à sujeira nem ao mau cheiro.

Ifá diz no odu Otura Di:

Que tem muitos filhos e que um tem feridas no corpo ou espinhas, precisa fazer Ebbó. Não pode dançar porque, por causa da dança, pode ser preso. Quando dança, zombam. Não amarre nunca nenhum tambor. Não zombe de ninguém. Agradeça a Obbatalá e a Shangó. Quer ir a um lugar, mas cada vez que vai encontra um estorvo. Tenha cuidado para não se amarrar. Tudo lhe custa, faça Ebbó para que não diga uma coisa por outra e se veja em problemas de justiça. Onde quer ir é um lugar para ver algo que tem razão, e lhe darão. Tem um filho homem que terá que fazer Ifá, porque nasceu para adivinho. Tem muitas mulheres e deseja ter mais. Tem muita sugestão para o amor, por isso muitas mulheres querem amarrá-lo para tê-lo seguro. Está pensando em levar uma moça nestes dias. Tem uma luta e, se quiser ganhá-la, precisa colocar uma pracinha para os Jimaguas e dois tambores. Sabe tanto quanto quem adivinha. Cumpra com Shangó. Tem que fazer Santo e receber Orunmila. Verá que choverá muito, por 7 dias, e trovejará, e quando sentir o trovão, agradeça a ele, mas não se assuste. Tem muita sorte, mas ele mesmo se prejudica. Não tome bebidas, que não lhe convém. Não vá a festas para as quais o convidem. Deve procurar não ter aborrecimentos, para que não vomite sangue pela boca ou pelo curso. Não deve comer comida muito salgada nem muito quente. Se o convidarem para uma dança, não vá. Sua mãe lhe deu um conselho e ele não deu ouvidos. Não crê em mais de um Santo e tem que respeitar todos, não se sente em cadeira que bata Sol, nem em cima de nenhuma pedra. Deve a Yemayá. Ouça os conselhos que lhe dão, não se empenhe em pegar coisas que estejam no alto, porque podem cair em cima de você e quebrar sua cabeça. Um defunto está esperando algo que você tem que fazer. Deve ter muito cuidado com a porta de sua casa, dê-lhe de comer. Fala mal dos Santos. Já se sente suficiente para governar-se. Cuidado que, por causa de uma mulher, pode mudar desfavoravelmente o curso de sua vida. Padece de problemas na urina. Não pode fazer esforços físicos prolongados, pois isso altera seu ritmo cardíaco. Não deve olhar fixamente para outras pessoas, para evitar problemas. Tem um espírito materializado que quer destruir toda a sua família, pode ser o dono da casa ou ele se julga assim, deve fazer algo a respeito. Deverá receber Odduduwa para frear seus impulsos.

Rezo do Odu Otura Di:

Otura Di Adifafún Elegbá Abeyalini Inlé Omode Osanyín Abeyebe Awó Iyá Ni Oshún Mowani Elegbá Un Bowasiye Awó Ifá Moyare Osanyín Ayapa Lorúbbo Bawo Omó Osanyín Eshú Bi Pelu Eyeni Merin Omí Timo Ri Lowani Ilé Dide Ilaya Ninaku Baba Ni Ashó Loddafún Osanyín.

Ebbó de Otura Di:

Obra para doença.

2 pombas brancas, sabugo de milho (para passar no traseiro do aleyo), corda, manteiga de cacau, demais ingredientes e muito dinheiro.

Outro: sabugo de milho passado no traseiro, galo, fole, pomba, galinha, demais ingredientes, muito dinheiro.

Recomendações do signo Otura Di:

  • Aqui o picante altera o sangue. Não se come.
  • Este Oddun prediz que vai chover muito, que é preciso agradecer aos trovões. Também que, por causa de uma mulher, o curso de sua vida mudará desfavoravelmente.
  • Aqui se faz defumação na casa, com 17 ramos de apazote secos.
  • Aqui a mulher, para alcançar a felicidade ou o capricho dos filhos, entrega-se a um homem sem amá-lo.
  • Em Otura Di não se deve olhar fixamente para outras pessoas, para evitar problemas.

Significado do odu Otura Di (Odi):

  • O Oddun Otura Di fala de um filho que sucede seu pai e de uma relação com um parceiro dominante. O outro parceiro em uma relação é excessivamente controlado.
  • Aqui nasceu ELEGBARA, que é o dono da vontade.
  • Este é um Ifá de traição, onde traem os segredos depositados na pessoa.
  • Quando uma pessoa se consulta e sai este Oddun, sabe tanto quanto o Awó.
  • Aqui os Jimaguas venceram o Diabo.
  • Por este Oddun, é preciso receber Odduduwa, para que a pessoa tenha um freio em seus impulsos.
  • Quando se faz adivinhação a um enfermo e vem Osobbó, a pessoa pode morrer em sete dias. Quando o Awó vê este Ifá, perguntará a Orunmila se o autoriza a fazer algo por essa pessoa. Se disser que sim, depois terá que dar uma pomba preta a Abbitá, para tirar de cima dessa pessoa o mal.
  • Em Otura Odi, a Orunmila são colocadas sete bolas de carne bovina, jutía e peixe defumados, milho torrado e, aos sete dias, serão levadas ao rio com sete centavos.
  • Aqui são dados dois pintinhos aos Ibéyis, depois se faz arroz amarelo com essas carnes e se faz uma festa para as crianças, tentando que compareçam alguns jimaguas. Esse arroz só será comido pelas crianças.
  • Por este signo de Ifá (Otura Di), para afastar a doença, colocam-se lesmas a Obbatalá, com água e manteiga de cacau.
  • Aqui a Elegbara é dada uma pomba branca, junto com Oké.
  • Para guerrear, dá-se cágado a Elegbara, ao pé de uma Ceiba.
  • Este signo fala de um morto (Eggún) materializado, que está decidido a acabar com todos da casa, por ser este ou por se julgar dono da casa; será feita missa ou rogação para que esse Eggún tome um bom caminho.
  • Neste Ifá, Oshánla era a guardiã dos tambores Baata e também tinha o segredo do inhame. Mais tarde, Yemayá conseguiu dar os tambores ao seu filho Shangó e desde então Shangó é o dono da música Baata.

Do que fala o signo Otura Di?

  • Em Otura Di, o homem entrega os segredos por um corpo de mulher e as delícias dela.
  • Por este Ifá, a pessoa, por causa de uma mulher, pode passar um vexame e depois querer atentar contra a própria vida.
  • Neste Oddun falam: Elegbara, Shangó, Yemayá, Abbitá, Oshánla, Oké, Osanyín, Eshú Agronika, Obbatalá.
  • Ervas do Oddun: Guacamaya Francesa, Moruro, inhame, colônia, panetela, alcaçuz, canela, verbena, apazote.
  • Este Signo de Ifá diz que a pessoa só fazendo Ifá pode melhorar sua saúde e sua economia.
  • Aqui existe guerra entre pai e filhos, e a ingratidão dos filhos ao sacrifício dos pais.
  • Este Oddun prediz que vai chover muito, que é preciso agradecer aos trovões. Também que, por causa de uma mulher, o curso de sua vida mudará desfavoravelmente.
  • Padecimentos deste Oddun: Problemas nos rins, coração, sistema circulatório, vista, erupções cutâneas, próstata.
  • Por este Ifá (Otura Di), Shangó e Abbitá comem juntos.
  • Por este Ifá, proíbe-se realizar esforços físicos prolongados, pois alteram o ritmo cardíaco.
  • Aqui se faz defumação na casa, com 17 ramos de apazote secos.
  • Aqui Orunmila disse ao couro para fazer Ebbó para que não o escravizassem. Ele não deu ouvidos e Tayudun o amarrou e colocou cunhas, para que não se soltasse.
  • Com este Oddun, a pessoa pode montar Santo.
  • No Odu de Ifá Otura Di, os filhos podem padecer de problemas na pele, com erupções cutâneas, e deverão fazer Ebbó.
  • A pessoa com este Oddun tem que ter cuidado para não dizer uma coisa por outra e causar problemas de justiça.
  • Por este Odu, a pessoa usará um colar de pérolas, com um azabache e uma cruz de chifre de boi.
  • Quando este Oddun vem Osobbó, devem-se fazer 3 Oparaldó.
  • Por este Ifá, monta-se uma prenda chamada Ayiña Bembe Kigoshe. É a prenda que vive com os Ibéyis e com ela eles destroem todas as oferendas maléficas que vêm para a casa de seus donos.
  • Aqui a pessoa tem um morto que lhe fala ao ouvido.

Proibições do signo de Ifá Otura Odi

  • Por Otura Di não se deve olhar fixamente para outras pessoas, para evitar problemas.
  • Aqui a pessoa é descuidada com a higiene pessoal, pois não gosta de tomar banho e não sabe que Orunmila não se liga ao mau cheiro e à sujeira.
  • Aqui o picante altera o sangue. Não se come.
  • O signo de Ifá Otura Odi proíbe comer picante, não se pode comer salgado, inhame nem mamão.
  • Aqui a mulher, para alcançar a felicidade ou o capricho dos filhos, entrega-se a um homem sem amá-lo.
  • Por este Ifá, proíbe-se realizar esforços físicos prolongados, pois alteram o ritmo cardíaco.
  • Aqui se proíbe comer picante, não se pode comer salgado, inhame nem mamão.
  • Não se pode ir a festas e muito menos comer onde não convém.

Patakie do signo Otura Di

Onde os Jimaguas venceram o Diabo

Havia uma encruzilhada onde o Diabo havia preparado uma armadilha. Todos que passavam por ali caíam num buraco e eram devorados por ele. Este fato mantinha o povo em constante apreensão, já que muitas pessoas desapareciam ao tentar ir de um lugar para outro. Nesta aldeia viviam uns jimaguas muito astutos, que um dia decidiram aventurar-se. Um se escondeu enquanto o outro se aproximava da encruzilhada onde estava o Diabo. Ao vê-lo pequeno, o Diabo sugeriu que voltasse para casa, mas o jimagua insistiu em cruzar. O Diabo, curioso, pediu para tocar o tamborzinho do jimagua em troca de deixá-lo passar. Após várias tentativas frustradas do Diabo para igualar o toque do jimagua, este último recuperou seu tambor e, junto com seu irmão escondido, começaram a tocar, fazendo o Diabo dançar até esgotá-lo. Finalmente, ao ver o Diabo rendido, os jimaguas negociaram a eliminação da armadilha em troca de parar sua música. O Diabo aceitou, e desde esse dia, a encruzilhada ficou livre para todos.

Explicação: Esta história ressalta o engenho e a astúcia como ferramentas poderosas frente às adversidades. Mesmo diante de situações que parecem insuperáveis, a criatividade e a perseverança podem encontrar uma solução onde a força bruta falha. Além disso, ensina que, às vezes, enfrentar os problemas com uma estratégia diferente pode mudar o curso das coisas para o bem de todos.

Eleguá é o dono da vontade

Elegua percorria o mundo, explorando diversas terras. Entrava de noite e saía ao amanhecer, marcando cada lugar com segredos que punham seus habitantes sob sua influência, sem que estes compreendessem suas próprias ações. Todos elogiavam Elegbá e lhe ofereciam alimentos, que ele, tornando-se invisível, tomava para si. No entanto, Elegbá percebeu que existia uma terra ainda não visitada por ele, a terra de Abeyalini Inlé. Ali, Osanyín havia concedido Ifá a seu filho, Beyebe Awó, que, graças aos conhecimentos herdados, governava a terra, embora seu pai o advertisse que ainda lhe faltava aprender algo essencial. A falta de veneração adequada a Elegua e Ifá havia gerado descontentamento e tumulto entre seus habitantes, enfraquecendo o domínio de Osanyín.

Decidido a recuperar o controle, Beyebe Awó planejou invocar Elegbá à meia-noite, em busca de ajuda. Com um bode pequeno, três frangos e um cágado, posicionou-se na entrada do povoado e começou a rezar, chamando Elegbá. Ao se apresentar Elegbá e receber sua oferenda, Beyebe Awó entoou cânticos em sua honra, conseguindo que Elegbá se sentisse especialmente bem-vindo. Satisfeito, acompanhou Beyebe Awó até onde estava Osanyín, que lhe ofereceu o casco do cágado com mel e azeite de dendê. Feliz pelo gesto, Elegua ouviu as preocupações de pai e filho sobre os problemas da terra.

Elegbá explicou que a raiz do problema era a falta de uso da pedra (Otá) e sugeriu preparar um afoshé (pó) com diversos ingredientes, incluindo o casco do cágado, cascarilla e manteiga de cacau. Osanyín contribuiu com ervas poderosas como Amansa guapo e Cambia Voz, entre outras. Após consumir um pouco desta mistura, Elegua, Osanyín e Beyebe Awó comprometeram-se a partilhar seus segredos e espalharam o afoshé pela terra de Abeyaleni. Elegbá percorreu cada lar, passando o pó pela cabeça dos habitantes, assegurando assim o triunfo de Beyebe Awó e Osanyín.

Explicação: Esta história nos ensina sobre a importância da sabedoria ancestral e o respeito pelas divindades e tradições. Mostra como a colaboração e a aplicação correta do conhecimento podem superar o caos e restaurar a ordem. Nos lembra que, muitas vezes, as soluções para nossos problemas já existem dentro de nossa cultura e práticas espirituais, esperando ser redescobertas e aplicadas com fé e respeito.

Otura Di Ifá Tradicional

ÒTÚRÁ ÒDÍ

Òtúá dì í
Òdògbò n radìí
A díá fín Àsàbí tí n fomi ojúú sògbérè omo
Ebo omo n wón ní ó se
Òún le bímo láyé báyìí?
Wón ní ìwo Àsàbí rúbo
Iré ó rò ó lórùn
Iléè re ó kùún fówó
Yóó kùún fómo
Sùgbón rúbo
Àsàbí bá rúbo
Omó bá kúnlè
Àwon omo òhún ò yàn kú
N ní wá n jó ní wa n yò
Ní n yin àwon Babaláwo
Àwon Babaláwo n yin Ifá
Ó ní béè làwon Babaláwo tòún wí
Òtúá dì í
Òdògbò n radì í
A díá fín Àsàbí tí n fomi ojúú sògbérè omo
Wón ní ó sá káalè
Ebo omo n wón ní ó se
Àsàbí gbébo nbè ó rúbo
A mòmò rÀsàbí o
A rÁsà
Iré gbogbó wolé Awo gerere.

Ifá aconselha esta pessoa a oferecer sacrifício para filhos. Existe uma pessoa que está desejando ter filhos. Ifá não permitirá que esta pessoa tenha um bebê morto. Um bebê está a caminho, e é uma menina. A ela deverá ser dado o nome Àsàbí. Ela é um bebê de espiritualidade importante que trará a riqueza.

Òtúá dì í
Òdògbò n radì í
Foi quem fez adivinhação para Àsàbí quando se lamentava por não ter filhos.
Aconselharam-na a realizar sacrifício.
Ela perguntou ‘Poderei ter filhos?
Eles responderam ‘Realize o sacrifício’,
‘Todas as boas fortunas que você tem, serão fáceis de manejar’.
‘Sua casa estará cheia de dinheiro’.
‘Estará cheia de crianças’.
‘Mas ofereça sacrifício’. Eles disseram.
Àsàbí ofereceu o sacrifício.
Os filhos encheram a terra.
As crianças não morreram prematuramente.
Ela começou a dançar e estava feliz.
Ela estava louvando seus Babaláwos.
Seus Babaláwos estavam louvando Ifá.
Ela disse que foi exatamente como seus Babaláwos haviam dito.
Òtúá dì í
Òdògbò n radì í
Foi quem fez adivinhação para Àsàbí quando se lamentava por não ter filhos.
Aconselharam-na a cuidar da terra.
E a realizar o sacrifício para que pudesse ter filhos.
Àsàbí ouviu falar do sacrifício e o ofereceu.
Nós vimos Àsàbí.
Nós vimos a cultura.
Todas as coisas boas entraram na casa de um Babaláwo em abundância.

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